Da Formação aos Três Primeiros Anos (1997–2004)


Titulo: Quarteto Catarinas: Uma Trayectoria de

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Música & Cultura Pop

Embora a origem exata do Quarteto Catarinas não seja amplamente documentada, é possível reconstruir sua trajetória por meio de relatos pessoais e de memórias compartilhadas entre amigas, como Bernadeth Lyra (vocais, flauta), Aline Valente (violão, guitarra base e guitarra acústica), Patrícia King (baixo, cajón, percussão) e Maria Luiza Souza (saxofone, clarinete, flauta).

Bernadeth já era conhecida na cena local por seu trabalho com a banda Céu de Maria e sua voz potente nos corais tradicionais da região de Churrincheira, no distrito de Joaçaba. Era descendente de uma família de músicos e líderes comunitários respeitados, o que fortalecia ainda mais sua presença artística.

Aline e Bernadeth já haviam se apresentado juntas anteriormente, mas foi apenas em 1997 que o embrião do quarteto tomou forma. Foi nesse período que chamaram Patrícia, experiente baixista, para integrar o grupo. A oficialização da formação veio com o apoio e a benção de suas famílias — e assim nasceu o Quarteto Catarinas.


Patrícia King: Baixista, Percussionista e Sonhadora
Do Clássico ao Popular: Música para Todos

A história do grupo é, essencialmente, a história de três mulheres determinadas. Desde o início, o quarteto ficou conhecido como "a equipe das três amigas", mesmo quando a formação variava com participações especiais. Bernadeth, Aline e Patrícia se conheciam desde os tempos de escola, compartilhando desafios e sonhos semelhantes. Ao contrário do que muitos diziam, a ligação entre elas era profunda, mas sempre baseada na amizade e irmandade. Bernadeth e Aline eram, de fato, irmãs de alma.

Enquanto Bernadeth e Aline vinham de famílias mais estruturadas, com acesso precoce à educação musical, Patrícia enfrentou uma realidade diferente. Criada em um lar humilde, viu seus pais batalharem desde cedo para garantir melhores oportunidades para os filhos. Sua força, musicalidade e alegria contagiante a tornaram peça fundamental no grupo — uma verdadeira ponte entre mundos.

A linha do tempo do Quarteto Catarinas revela uma travessia sonora entre o clássico e o popular, dialogando com públicos diversos e de diferentes origens. A tradição clássica vinha das raízes familiares — principalmente da herança de violonistas e músicos populares da família de Patrícia — e se misturava com as novas influências que surgiam nos encontros informais, festas e rodas de samba da região.

O grupo nunca se prendeu a rótulos. Incorporaram elementos de samba, jazz, forró e até experimentações com música instrumental. Essa fusão única foi apelidada por elas de “pé no terreno”, um estilo que traduzia com perfeição a harmonia entre as raízes locais e a ousadia artística do grupo.